O Cinema Brasileiro
Paulo Miguez – Prof. CAHL/UFRB O cinema chegou ao Brasil em 1896, apenas seis meses após a sua aparição publica, em Paris, pelas mãos dos irmãos Lumière. Desde então, e por todo o Século XX - o século do cinema - não deixamos de estar presentes no mapa do cinema mundial. Entre os anos 20 e 30, com os filmes de Humberto Mauro, Ademar Gonzaga e Mario Peixoto. Nas décadas de 40 e 50, com a Vera Cruz e as chanchadas que nos legaram os nossos primeiros ídolos cinematográficos como Oscarito e Grande Otelo. Nos anos 60, com a explosão do Cinema Novo e nomes como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues e Joaquim Pedro de Andrade, dentre outros, que inscreveram o cinema brasileiro na vanguarda da linguagem cinematográfica internacional. Nos anos 70 e 80, com a Embrafilme, quando chegamos a produzir mais de cem longa-metragens por ano e exibimos invejáveis picos de bilheteria. Superado o difícil começo dos anos 90 quando, com Collor de Mello, as atividades cinematográficas (e o conjunto da cultura brasileira) experimentaram um período de inanição, o cinema brasileiro voltou a crescer e começou a retomar seu lugar na cena internacional. Nos últimos anos, podemos dizer que o cinema brasileiro vive uma fase excepcional. Produzimos cada vez mais filmes, vivemos uma fase de grande criatividade e efervescência poética com novos temas, abordagens e estilos ocupando nossastelas, ganhamos muitos prêmios, políticas públicas voltaram a ocupar-se do setor e, o que é ainda mais importante, o público voltou a aplaudir os nosso diretores e atores. Chegamos ao paraíso? Não, e certamente estamos bem longe dele. Não são poucos os desafios que o cinema brasileiro tem pela frente. Estruturar uma economia do cinema que seja capaz de enfrentar a hegemonia norte-americana, dialogar com a televisão e incorporar as possibilidades abertas pela tecnologia digital não são tarefas fáceis. Dependem, acima de tudo, da disposição e da vontade do Estado brasileiro para acionar políticas públicas que, compreendendo a importância do cinema para a vida nacional, atue na direção do desenvolvimento e consolidação de uma economia do cinema e do audiovisual no nosso país. Dependem, também, de algo que parece nunca ter faltado aos nossos trabalhadores da imagem em movimento, ou seja, a capacidade sempre viva de buscar uma maneira brasileira de ver, entender e interpretar o país e o mundo e de manter sempre acesa a chama da renovação e da invenção da linguagem cinematográfica. Portanto, apaguem a luz, a sessão vai começar, estamos (de novo e sempre) na tela. FILMES EXIBIDOS:
Após um desentendimento entre 3 sócios, os dois que possuem participação minoritária na empresa decidem contratar um matador de aluguel para eliminar o sócio majoritário. Dirigido por Beto Brant (Ação entre Amigos) e com Alexandre Borges, Paulo Miklos, Malu Mader, Marco Ricca, Mariana Ximenes e Chris Couto no elenco.
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS.Cinema, Aspirinas e Urubus - Brasil, 2005. Direção: Marcelo Gomes

Nenhum comentário:
Postar um comentário